
O ex-presidente Jair Bolsonaro, de 70 anos, foi diagnosticado com duas hérnias inguinais e deverá passar por cirurgia, segundo informou sua defesa neste domingo (14). O diagnóstico foi confirmado após a realização de uma ecografia feita com um aparelho portátil de ultrassom dentro da sede da Polícia Federal, em Brasília, onde Bolsonaro cumpre pena.
De acordo com a equipe médica, a cirurgia é considerada o único tratamento definitivo para o problema. A informação também foi divulgada nas redes sociais por Carlos Bolsonaro, que afirmou que os exames anteriores já apontavam a necessidade do procedimento cirúrgico.
A defesa do ex-presidente solicita autorização para que Bolsonaro fosse internado e submetido à cirurgia, mas o pedido foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). Na decisão, Moraes argumentou que Bolsonaro vem receber acompanhamento médico contínuo desde que foi levado à sede da Polícia Federal e que não houve situação de emergência que justificasse a internação imediata.
O ministro também destacou que os exames apresentados pela defesa eram antigos — os mais recentes com cerca de três meses — e não indicavam urgência para a realização do procedimento. Diante disso, determinou que a Polícia Federal providenciasse uma nova avaliação médica oficial para atualizar o quadro clínico do ex-presidente.
Carlos Bolsonaro criticou publicamente a decisão do STF e comparou a situação do pai à de outros presos, afirmando que, em casos, semelhantes não teriam tantas exigências para a realização de cirurgias.
Além das hérnias inguinais, Jair Bolsonaro enfrentou outros problemas de saúde, como crises recorrentes de soluções, um câncer de pele em estágio inicial e sequelas de cirurgias abdominais realizadas após o atentado sofrido durante a campanha eleitoral de 2018.
Bolsonaro está preso desde o fim de novembro, após tentar retirar a tornozeleira eletrônica com o auxílio de um ferro de solda. Condenado a 27 anos de prisão, ele permanece custodiado na sede da Polícia Federal, em Brasília, enquanto aguarda novas decisões judiciais sobre seu estado de saúde e eventuais pedidos de defesa.