
A Polícia Federal realizou, nesta sexta-feira, uma operação de busca e apreensão em uma sala vinculada ao gabinete da Presidência da Câmara dos Deputados, em Brasília. O espaço é utilizado pela assessora parlamentar Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, ex-braço direito do ex-presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).
Embora esteja formalmente lotada na liderança do Partido Progressistas (PP), Mariângela despacha em uma sala da Presidência da Câmara, localizada no Anexo 2, que foi alvo direto da ação policial. A operação integra a chamada Operação Transparência , que elimina possíveis irregularidades na destinação e execução de emendas parlamentares.
Durante a gestão de Arthur Lira, Tuca foi apontado como responsável pela articulação do chamado “orçamento secreto”. Mesmo após uma troca no comando da Câmara, ela teria permanecido associada na organização de emendas extras e na interlocução orçamentária já sob a presidência de Hugo Motta (Republicanos-PB).
Além da sala na Câmara, a Polícia Federal também cumpriu mandatos de busca e apreensão na residência da investigada. De acordo com a PF, estão sob apuração de crimes como peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso e corrupção.
Mariângela Fialek também integrou o Conselho Fiscal da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) até 2023. O estado foi um dos principais beneficiários de recursos do orçamento secreto, o que ampliou o escopo da investigação.
Em nota, a Polícia Federal informou que a Operação Transparência buscou especificamente a existência de um esquema possível de direcionamento indevido de emendas parlamentares e identificar responsabilidades. As investigações seguem em curso.